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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Mamão (Carica papaya), um tesouro ao seu alcance

Por Lúcia Helena dos Santos.

O mamão (Carica papaya), originário da América Tropical, é uma das melhores frutas do mundo, tanto pelo seu valor nutritivo, como pelo poder medicinal.
Cada parte desta planta é preciosa, a começar pelo tronco! De sua parte interna, retira-se uma polpa que - depois de ralada e seca - assemelha-se ao coco ralado. É rica em propriedades nutritivas e aproveitada em alguns lugares no preparo de deliciosas rapaduras.

O cozimento das raízes dá um tónico para os nervos que é também remédio para as hemorragias renais.

As folhas do mamoeiro, após secas à sombra, têm aplicação no preparo de agradável chá digestivo que pode ser dado livremente às crianças, pois não contém cafeína.

O suco leitoso extraído das folhas é o vermífugo mais enérgico que se conhece. Usa-se diluído em água. Ainda é digestivo e cura feridas. Em diversos lugares, a medicina popular o utiliza para tratar eczemas, verrugas e úlceras.

Os índios preparam a carne envolvendo-a com folhas de mamoeiro por algumas horas antes de levá-la ao fogo. Este processo amacia a carne.

Com as flores do mamoeiro macho prepara-se um maravilhoso xarope que combate a rouquidão, tosse, bronquite, gripe e indisposições gástricas causadas por resfriados.

Coloca-se um punhado de flores, com um pouco de mel em vasilha resistente ao calor, mas que não seja de alumínio. Acrescenta-se um copo de água fervendo, tapando-se bem. Depois de esfriar, toma-se às colheradas, de hora em hora.

Com o fruto verde faz-se um doce maravilhoso. Pode-se também prepará-lo ensopado ou ao molho branco. É uma iguaria!

O mamão maduro:
é altamente digestivo (cada grama de papaína – fermento solúvel contido no fruto – digere 200g de proteína);
Tem mais vitamina C que a laranja e o limão;
Contribui para o equilíbrio ácido-alcalino do organismo;
é diurético, emoliente, laxante e refrescante;
Cura prisão de ventre crónica;
Comido em jejum, pela manhã, faz bem ao estômago
é eficaz contra a diabete, asma e icterícia;
Bom depurativo do sangue;
não pode faltar na alimentação da criança, pois favorece o seu crescimento.
Depois de comer-se o mamão, esfrega-se a parte interna da casca sobre a pele para tirar manchas, suavizar a pele áspera e eliminar rugas.

Mastigar de 10 a 15 sementes frescas elimina vermes intestinais, regenera o fígado e limpa o estômago. Comidas em quantidade, são eficazes contra câncer e tuberculose.

Faltava dizer que qualquer uso que se faça de qualquer parte desta planta, traz consigo uma acção vermífuga poderosa, o que bastaria para destacar sua importância.

Melhor que consumir frutos do supermercado (colhidos verdes e amadurecidos à força no carbureto), é colhê-los já maduros no pé, no próprio quintal pois - além disso - serão livres de agrotóxicos.

Num espaço bem apertado cabem vários mamoeiros..Eles gostam de terra boa, bem adubada. Por exemplo, com lixo de cozinha ou com uma "Boca da Terra".

Então... O que você está esperando para plantar e colher os seus?
O consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,39 Mg em 100 gr), vitamina C e minerais importantes para o organismo. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.


DIÁRIO DE PERNAMBUCO
12 de junho de 1977
De Silvio Rolim para o DP.

Londres - O prosaico mamão ocupou manchetes de jornais e foi promovido a remédio milagroso aqui em Londres, merecendo até fotografia de primeira página no "Guardian", um dos mais importantes jornais britânicos.

William Scharf, um corretor de 31 anos, foi submetido a um transplante de rins; a operação poderia ter sido qualificada de um sucesso se não fosse por uma pequena ferida que insistia em não cicatrizar. Antibióticos não surtiam o efeito esperado e o caso começava a se complicar quando alguém teve a ideia de usar o ma¬mão (que os ingleses conhecem, quando conhecem, pelo nome mais exótico de "paw-paw"). Santo remédio!

Alguns dias depois William levantou-se do seu leito no hospital, louvando com entusiasmo os poderes milagrosos do suculento fruto tropical. Os médicos ficaram estarrecidos e a imprensa, no maior assanhamento, publicou a história com destaque e até fotografias de William, sua mulher, Zen e o fruto tropical. Tanto quanto o sucesso - mamão como remédio, mereceu comentários, o seu preço: duas Libras e meia, mais ou menos uns cinquenta cruzei¬ros. Vale a pena lembrar que o mamão é praticamente desconhecido aqui na Grã-Bretanha, sendo encontrado apenas em latas, geralmente em mercados especializados em comida indiana e africana. O mamão utilizado no caso de William foi comprado numa famosa e granfiníssima loja de especiarias aqui de Londres.

Mas voltando ao mamão milagroso, o fato ocorreu num hospital de Dulwich, no sul de Londres. 0 tratamento foi sugerido pelo médico Christopher Rudge, da equipe de transplantes, que durante um estágio na Cidade do Cabo, na África do Sul, tinha visto o mamão ser usado na cicatrização de úlceras e feridas. O tratamento consiste simplesmente no seguinte:

Lava-se bem o ferimento infeccionado e em seguida aplicam-se fatias de ma-mão sobre o mesmo, cobrindo com gaze. Como disse o médico, o mamão age como uma espécie de cimento numa rachadura. A cada 48 horas o processo deve ser repetido até que a ferida comece a cicatrizar, o que em geral acontece dentro de três a seis dias.

Para a surpresa do mundo, médico britânico o Dr Christopher revelou que já havia usado o mamão como droga cicatrizadora em mais de vinte pacientes nos últimos seis meses e que estava muito satisfeito com os resultados. Segundo ele, todos esses pacientes tinham rins artificiais ou haviam sido submetidos a transplantes. Drogas para evitar a rejeição do novo rim tornam esses pacientes particularmente vulneráveis às infecções, e qualquer ferida demora muito para cicatrizar. Especialistas em medicina tropical mostraram-se surpresos e não conseguiram dar uma explicação satisfatória para o "fenómeno". Depois de admitirem seu espanto eles afirmaram que a única explicação plausível é o facto de o mamão conter enzimas (entre elas a papaína) que poderiam ser os agentes causadores do "milagre".

O caso do mamão trouxe à baila o uso de outros remédios caseiros como o mel e certos frutos e raízes, usados com sucesso, apesar do cepticismo médico. 0 Dr. Christopher disse apenas: "Acho que o açúcar contido no mamão ajuda. Acho que as enzimas ajudam. Não acredito que ocorra qualquer processo mágico, mas não sei dizer como ele funciona. Só sei que funciona!"

Quanto a William Scharf, indagado se o mamão passaria a fazer parte de sua dieta regular, afirmou: "O quê? Vou comer mamão o resto da minha vida."

Embora o mamão não seja objecto de nenhum estudo mais sério no momento, a Organização Mundial de Saúde está fazendo uma pesquisa sobre raízes e plantas que possam ajudar a resolver alguns problemas de reprodução humana. Aqui mesmo na Inglaterra, na Universidade de Bath, cientistas estão fazendo experiências com o feno grego que parece oferecer um notável ponto de partida para a fabricação de novas drogas. Outras pesquisas se referem a uma droga encontrada em alguns peixes (o baiacu, por exemplo), cujo poder anestésico é 160 mil vezes maior do que o da cocaína.

Recebido por e-mail recebido da Amiga e colega de Blog, Mariazita

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