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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Alzheimer - o que se conhece

Apesar de extenso, não deixo de publicar este texto recebido por e-mail da amiga brasileira Gisele Claudya, porque poderá interessar aos mais desejosos de saber.

Mal de Alzheimer – o que se conhece sobre a doença
Artigo de João de Freitas, 07 de Março de 2007

“A doença de Alzheimer (Alois Alzheimer, neurologista alemão que primeiro descreveu essa patologia) provoca progressiva e inexorável deterioração das funções cerebrais, como perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de cuidar de si próprio”
Dr. Dráuzio Varela:
http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=42

“Sintomas

•Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais;

•Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia;

•Estágio III ( forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva;

•Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes” (Idem).

“Recomendações

Cuidar de doentes de Alzheimer é desgastante. Procurar ajuda com familiares e/ou profissionais pode ser uma medida absolutamente necessária.
Algumas medidas podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles:

• Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone, etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”, porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra;

• Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la. Espalhar lembretes pela casa (apague a luz, feche a torneira, desligue a TV, etc.) pode ajudá-lo bastante;

• Simplificar a rotina do dia-a-dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela;

• Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta. Quando não consegue mais tomar banho sozinha, por exemplo, pode ainda atender a orientações simples como: “Tire os sapatos. Tire a camisa, as calças. Agora entre no chuveiro”;

• Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de sorvete, ofereça apenas dois tipos;

• Certificar-se de que o doente está recebendo uma dieta balanceada e praticando atividades físicas de acordo com suas possibilidades;

•Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental;

• Estimular o convívio familiar e social do doente;

• Reorganizar a casa afastando objetos e situações que possam representar perigo. Tenha o mesmo cuidado com o paciente de Alzheimer que você tem com crianças;

• Conscientizar-se da evolução progressiva da doença. Habilidades perdidas jamais serão recuperadas;

• Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos, quando o trabalho com o paciente estiver sobrecarregando quem cuida dele” (Idem).

O que favorece o aparecimento mais precoce da doença?

. “Em termos gerais, podemos dizer que todos nós temos uma programação genética para o risco de desenvolver o Mal de Alzheimer.

. Quem tem ancestral directo com a doença apresenta cinco vezes maior probabilidade de tê-la.

. Trisomia 21 (mongolismo) causa Alzheimer já aos 40 anos.

. Qualquer condição de sobrecarga do cérebro antecipa a doença. Assim, traumatismos cerebrais, múltiplos infartos ou sangramentos cerebrais, depressão crónica, entre outras, facilitam a doença.
(Geração Saúde, Ano II, nº 24, pág. 22).

TABACO E ALZHEIMER - “Estudo acompanhou 6.870 homens e mulheres, com mais de 55 anos, num bairro de Roterdã (Holanda). Destes, 146 desenvolveram doenças cerebrais. Os pesquisadores descobriram que os fumantes tinham 2,2 mais chances de desenvolver algum tipo de demência” (O Globo, 19/06/98) e (Jornal do Brasil, 19/06/98).

“Não é possível prevenir, mas sim retardar!

. Exercício físico é o mais importante. Já foi demonstrado que quanto mais, melhor, mesmo quando a doença já estiver instalada.

. Exercício mental. Fala-se de ‘reserva cognitiva’, isto é, quanto maior fosse a bagagem cultural, o conhecimento e seu uso por uma pessoa, mais tarde teria ela a doença.

. Estatinas, que se usa para baixar colesterol.

. Antidepressivos, quando necessários.

. Naturalmente, tentar evitar as doenças que predispõem a doença vasculares no cérebro, como hipertensão e diabetes” (idem).

Actividade física pode retardar mal de Alzheimer

Os primeiros sintomas do mal do Alzheimer podem ser mais físicos que mentais e uma pequena quantidade de actividade física poderia retardar o desenvolvimento desta doença degenerativa, diz um estudo publicado hoje.
O trabalho publicado pela revista Archives of Internal Medicine e dirigido por Li Wang, da Universidade de Washington em Seattle, examinou 2.288 indivíduos com mais de 65 anos de idade, que não mostravam sinais de demência no início da pesquisa.

Os pesquisadores acompanharam os casos destas pessoas durante seis anos, com contactos a cada dois anos para avaliarem seus desenvolvimentos físico e mental.

Seis anos depois, 319 participantes tinham desenvolvido demência, dos quais 221 demonstravam sintomas de mal de Alzheimer.

Os participantes que apresentavam melhores níveis físicos no início do estudo tinham três vezes menos possibilidades de desenvolverem demência do que aqueles cuja actividade corporal era mais reduzida.

"Todos esperavam que os primeiros indícios de demência fossem sutis alterações cognitivas", declarou Eric Larson, director do Centro para Estudos de Saúde da universidade. "Fomos surpreendidos pela constatação de que as mudanças físicas podem vir antes das mentais".

Desta maneira, a demência e o mal de Alzheimer, considerados como doenças do cérebro, podem estar intimamente ligados à condição de todo o corpo, acrescentou Larson.

Em Janeiro passado, a mesma revista publicou outro artigo no qual os pesquisadores afirmaram que as pessoas que fazem exercício regularmente têm menos probabilidades de desenvolver demência e o mal do Alzheimer.

"A causa desta vinculação não é clara", diz o trabalho. "O novo estudo sugere uma possível vinculação, que o exercício regular ajude a interromper a demência porque melhora e mantém a condição física".

Os resultados do estudo mais recente sugerem que "no envelhecimento há um vínculo estreito entre a mente e o corpo", disse Larson.

"O desempenho físico e mental podem caminhar juntos, e qualquer coisa que alguém puder fazer para melhorar um, provavelmente melhorará o outro", declarou.

Segundo o analista, "se as pessoas começarem a notar diminuições em sua condição física, a retomada do exercício e da atividade pode ajudá-los a deter ou a frear esta diminuição, o que acabaria reduzindo o risco de uma deterioração cognitiva precoce".

“AMSTERDAM - Exercitar-se regularmente e manter uma dieta saudável podem colaborar para a redução do risco de desenvolver a doença de Alzheimer, disse uma especialista na quinta-feira.

Um recente estudo finlandês mostrou que pessoas de meia-idade que fazem atividade física pelo menos duas vezes por semana podem reduzir em até 50% o risco de ter Alzheimer mais tarde,
afirmou a neurologista Miia Kivipelto numa conferência em Amsterdam.

- Uma vida activa, tanto física quanto mental e socialmente, é preventiva. Nunca é tarde para começar a prevenir a doença de Alzheimer - disse Kivipelto, especialista em Alzheimer do Centro de Pesquisa de Gerontologia de Estocolmo.

Estima-se que 12 milhões de pessoas no mundo todo sofram de Alzheimer, que é a principal causa de demência em idosos. Não há cura para esse problema, que rouba das pessoas sua memória e sua capacidade de raciocínio, mas medicamentos podem aliviar os sintomas".
(Globo Online, 03/03/2005).
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=18789&cat=Artigos&vinda=S

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