Bem Vindos !

Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

SAL. USAR COM PRECAUÇÃO




Sal, o inimigo da saúde cardiovascular

O Lifestyle ao Minuto falou com o cardiologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão sobre os riscos que o consumo excessivo de sal representa para a saúde.

No âmbito do 10º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Globalcom, que começa hoje e se prolonga até ao dia 28 de fevereiro, o Lifestyle ao Minuto entrevistou o Prof. José Mesquita Bastos, cardiologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, sobre o consumo de sal e a saúde cardiovascular.

O especialista começa por explicar que “o sal por si só não é prejudicial, o seu consumo em excesso é que acarreta sérios problemas para a nossa saúde”. Isto porque “leva o organismo a reter mais líquidos e a aumentar de volume o que pode levar a um aumento da pressão arterial”.

Por outro lado, destaca o Prof. José Mesquita Bastos, “o sal actua sobre receptores específicos dos vasos, provocando a contracção dos mesmos e consequentemente aumento dos valores tensionais”.

Sublinha ainda que o consumo excessivo de sal está associado ao risco de AVC - pois “aumenta a pressão arterial, embora exista alguma evidência científica de que o sal, por si só, aumenta o risco de AVC” - , a uma maior incidência de enfarte agudo do miocárdio e tem uma acção directa e promotora de cancro de estômago.

Quanto há hipertensão explica que é “uma doença crónica sem sintomas aparentes na sua fase inicial que, aos poucos, vai afectando órgãos vitais do nosso organismo como o coração, cérebro, rins e estômago”.

A quantidade de sal recomendada pela OMS é de 5 gramas diários para um adulto, o correspondente a uma colher de chá. Acontece que, actualmente, o consumo diário dos portugueses, como destaca o especialista, situa-se praticamente no dobro do recomendado: cerca de 10,7 gramas.

“Até 2020 queremos que o consumo diário dos portugueses se situe abaixo das 10 gramas, sendo o ideal atingir esses 5 gramas. Todos os esforços da Sociedade Portuguesa de Hipertensão são focados neste grande objectivo”, destaca o Prof. José Mesquita Bastos.

E quais as melhores formas de conseguir reduzir o consumo de sal? Treinar o paladar para que consiga adaptar-se a novos sabores. Bastam cerca de “22 dias para nos adaptarmos ao novo sabor resultante da diminuição do teor de sal”, sublinha o especialista.

O cardiologista aconselha ainda a substituição do sal por ervas aromáticas, que deixam a comida muito saborosa – até porque o “deixam sentir o sabor natural dos alimentos, o que com o sal nem sempre é possível”.

Deve ainda evitar o consumo de “enlatados, produtos de charcutaria, snacks salgados, molhos já preparados, como o ketchup e a maionese, pois são produtos muito ricos em sódio e pobres em nutrientes”.

Usar uma colher de medida aquando da confecção das refeições é também uma excelente ajuda uma vez que evita a tendência de pôr ‘sal a olho’. Não levar o saleiro para a mesa é também uma dica fácil e eficaz.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

CUIDADOS COM O CORAÇÃO


Passos simples para manter a saúde do coração

Seja mais ou menos saudável, é importante tomar certas medidas para se certificar de que o coração não vai sofrer com más decisões que possa tomar.

Para ter uma vida melhor e alcançar a saúde cardiovascular, a Associação Americana do Coração sugere que é preciso ter o que chama de ‘Life’s Simple 7’ (‘Os sete simples da vida’, em tradução livre).

São passos relativamente simples (dependendo do estado actual do seu corpo) que pode dar no caminho de uma vida saudável:

1. Mantenha-se ativo. A associação aconselha a praticar pelo menos 150 minutos de exercício físico moderado, 75 minutos por semana de exercício físico vigoroso ou a combinação dos dois.

2. Controle o colesterol. Deve analisar com frequência os seus níveis de colesterol. Se o seu LDL (colesterol ‘mau’) estiver a 200 ou mais, está na categoria de risco e deve considerar mudar de estilo de vida.

3. Coma melhor. Uma alimentação e um estilo de vida saudáveis ajudarão a combater a possibilidade de uma doença cardiovascular.

4. Controle a tensão arterial. A tensão arterial alta é o fator de risco mais importante no que toca à saúde cardiovascular. Vigie a tensão arterial com regularidade e faça as mudanças de estilo de vida necessárias para a normalizar.

5. Perca peso. Se tem excesso de peso ou sofre de obesidade, poderá reduzir o seu risco de sofrer de doenças cardiovasculares ao perder peso. Manter um peso saudável é uma questão de equilíbrio entre uma alimentação saudável e actividade física.

6. Reduza o açúcar no sangue. Mais uma vez é importante conhecer os níveis. Se tem diabetes, trabalhe com o seu médico no sentido de lidar com a doença e reduzir os factores de risco.

7. Deixe de fumar. De acordo com a associação americana, fumar é a causa possível de prevenir mais importante no que toca à morte prematura. Se fuma mas quer manter a sua saúde, faça o possível para largar o vício.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DEGENERESCÊNCIA MACULAR PODE CAUSAR CEGUEIRA


Há uma doença oftalmológica que afeta 355 mil portugueses
Notícias ao minuto 160203. PR VÂNIA MARINHO COM ELSA PEREIRA

Chama-se degenerescência macular e apesar de afetar inúmeros portugueses só é conhecido por 2% da população.

Segundo dados da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, a degeneração macular da idade (mais conhecida como envelhecimento da retina) afecta cerca de 355 mil portugueses. E apenas 2% da população conhece esta doença que se assume, actualmente, como a causa mais comum de perda de visão em pessoas acima de 55 anos.

Todos os anos surgem cerca de 50.000 novos casos e a consequência mais grave pode ser a cegueira.

O tratamento com cura total é ainda difícil, e até mesmo impossível, nas formas mais avançadas da doença.

É essencial fazer um diagnóstico precoce, mas um estudo recente acaba de demonstrar que as medicinas alternativas podem dar uma resposta mais eficaz que as medicinas ocidentais.

Divulgado pelo Centro de Terapias Chinesas em comunicado, este estudo - que durou um ano e que envolveu 42 doentes com idade média de 77 anos - acaba de provar que a estimulação de microcorrente em pontos de acupuntura à volta dos olhos, pode melhorar a acuidade visual de doentes com degeneração macular de retina.

Após três meses de tratamento diário, duas a três vezes ao dia, 86% dos doentes mostraram uma significativa melhoria na acuidade visual, igual ou superior a duas linhas, e 7% dos doentes, melhorias correspondentes a uma linha.

"A degenerescência macular da idade é já a principal causa de cegueira nos países ocidentais. Em Portugal, a sua incidência e prevalência tem vindo a aumentar devido ao envelhecimento geral da população e ao aumento das situações implicadas no seu aparecimento como o tabagismo e o histórico familiar”, destaca a Dra. Chen, Diretora do Centro de Terapias Chinesas. “(…) na maioria dos casos, a degenerescência macular afeta apenas um dos olhos. O outro olho acaba por compensar a perda de visão, e o doente não se apercebe da doença, o que atrasa o seu diagnóstico, e consequentemente, diminui a possibilidade de eficácia dos tratamentos ocidentais”, continua a especialista.

Através deste estudo, destaca a Dra. Chen “comprovamos que as terapias alternativas podem, e devem, constituir uma alternativa de tratamento credível para este problema que pode levar a uma cegueira irreversível".