sábado, 23 de março de 2019

CUIDADOS COM PRODUTOS NATURAIS

No post «EXTRACTO DE ALHO COM ÁLCOOL» publicado aqui, em 7 de Setembro de 2009, há quase 10 anos, depois de dezenas de comentários, apareceu um a perguntar se há contra-indicações.

Nem toda a gente ainda percebeu que, como me disse um médico, «o doente é o seu melhor médico», que este tipo de cuidados com a saúde tem de assentar no raciocínio e na sensatez do utilizador para proceder conforme os resultados que for sentindo com aquilo de que se alimenta.

A ciência e a alta indústria estão muito ligadas e, nos produtos farmacêuticos, já são elaborados papéis com tal dimensão que o consumidor não tem paciência para ler.

O emprego de produtos naturais está muito dependente das informações transmitidas pelos consumidores em páginas, como este blog, que já é muito útil para as pessoas.

Para resposta à pergunta que me foi feita, poderei dizer, além daquilo que já disse, que evite ler o título ao contrário «álcool com extracto de alho» e esteja atento aos resultados.
Se tem dúvidas, não utilize.

sábado, 9 de março de 2019

MAIS PROMESSAS DE PRIMAVERA

Nas proximidades da mata onde colhi as imagens que aqui publiquei, no dia 3, vi hoje mais promessas de Primavera e não resisti à tentação de as trazer


sexta-feira, 8 de março de 2019

TRATAMENTO DE TRIGLICERÍDEOS

Qual o tratamento para triglicerídeos altos?

Por Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para triglicerídeos altos consiste principalmente de mudanças no estilo de vida, como mudanças na dieta, prática de exercícios físicos e perda de peso. Tais medidas incluem:

• Atingir e se manter no seu peso adequado;
• Ingerir alimentos com baixo teor de gordura saturada, trans e colesterol;
Aumentar o consumo de fibras alimentares pode reduzir em até 20% os níveis de triglicerídeos;
Praticar pelo menos 30 minutos de atividade física por dia;
• Não fumar; • Restringir o consumo de bebidas alcoólicas;

Reduzir a ingestão de carboidratos, principalmente açúcar branco e doces.

Muitas pessoas com triglicerídeos elevados têm doenças de base ou desordens genéticas, como diabetes e obesidade, o que torna fundamental manter essas doenças/desordens sob controle.

Se as mudanças no estilo de vida não forem suficientes para baixar os triglicerídeos elevados, o médico poderá prescrever medicamentos como o gemfibrozil, que atua sobre os triglicerídeos e ao mesmo tempo também aumenta os níveis de colesterol HDL, o chamado “colesterol bom”.

O tratamento para triglicerídeos altos pode ser prescrito pelo/a clínico/a geral, médico/a de família, endocrinologista ou cardiologista.

segunda-feira, 4 de março de 2019

É ARRISCADO EVITAR PRODUTOS COM GLÚTEN OU LACTOSE SEM RAZÃO CLÌNICA

Produtos sem glúten e sem lactose cada vez mais procurados. Mas há riscos
190304. Por Lusa

A moda dos alimentos sem glúten e sem lactose fez disparar o seu consumo nos últimos anos, mas os nutricionistas alertam que estas substâncias só devem ser retiradas da alimentação quando existe uma razão clínica para o fazer.

Nos últimos três anos, a venda destes produtos aumentou, havendo cadeias de supermercados que decidiram criar uma gama de produtos de marca própria.

Nos supermercados Pingo Doce, as vendas de produtos biológicos cresceram 180%, as dos sem glúten 20% e as dos sem lactose 54%, segundo dados da empresa disponibilizados à Agência Lusa.

"O aumento da procura deste tipo de produtos" e o trabalho desenvolvido para "os disponibilizar a preços muito competitivos contribuem para este crescimento", afirma a cadeia de supermercados.

Também o Continente registou um crescimento superior a 90% nas categorias de produtos sem glúten e lactose e produtos biológicos.

"Há, actualmente, um foco nestas duas categorias porque o mercado assim o exige: entre os consumidores que necessitam de produtos alternativos (por motivos de saúde, como doença celíaca) e os consumidores que, sem o mesmo grau de necessidade, consideram que estes produtos contribuem para um estilo de vida mais saudável, o aumento da procura tem sido muito expressivos nos últimos anos", refere a empresa à Lusa.

Se este crescimento pode ser visto como um sinal de que a população está mais preocupada em ter uma alimentação saudável, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, alerta para o facto de haver "muita confusão e muito falso conceito" à volta desta procura.

Para a bastonária, a procura de "mais saúde para viver melhor" não implica retirar da alimentação qualquer tipo de alimento ou de nutriente.

"Pelo contrário, eliminar um determinado nutriente ou alimento sem uma patologia que o justifique, por uma crença ou por alguma passagem de informação que porventura não é credível", ou por modas, "até pode aumentar o risco de vir a ter uma deficiência de algum nutriente", adverte em declarações à Lusa. A decisão de eliminar o glúten ou a lactose deve ser tomada de "forma consciente e orientada por um nutricionista", ou seja, deve haver "uma razão clínica" para o fazer.

"As pessoas com intolerância ao glúten representam cerca de 5% da população. Todos os outros não devem estar a excluí-lo até porque não há evidência científica que suporte os benefícios para a saúde de uma dieta isenta de glúten", defende a bastonária.

Uma posição corroborada pelo director da Faculdade de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, Pedro Graça, que defende que as pessoas que receiam ter doença celíaca ou serem intolerantes à lactose devem contactar o médico de família.

A doença celíaca, uma patologia autoimune causada por reacção ao glúten, muito presente no trigo, pode surgir em qualquer idade e tem efeitos penalizadores a nível gastrointestinais, sendo fundamental um diagnóstico atempado porque "o único tratamento disponível é uma dieta sem glúten para toda a vida", disse o nutricionista.

Segundo Pedro Graça, as pessoas que não são intolerantes ao glúten e à lactose, mas que, por moda, começam a consumir produtos sem esses nutrientes arriscam-se a ficar com intolerância.

"A digestão da lactose necessita de uma enzima que está no intestino (lactase). Se as pessoas abandonam totalmente o consumo de produtos lácteos por receio de serem intolerantes à lactose, mas não forem, o que pode acontecer" é que essa enzima deixa de ser estimulada e pode ter tendência a desaparecer.

Por esta razão, só se deve eliminar a lactose e o glúten depois de o médico confirmar, através de testes específicos, que há intolerância, defende Pedro Graça.

O especialista sublinha que esta confirmação é "muito importante" porque os produtos sem lactose e sem glúten são mais caros e os consumidores "podem estar a pagar mais e a modificar a sua alimentação sem razão aparente".

Além disso, muitos destes alimentos têm mais calorias: "Algumas pessoas que entendem que para fazer dieta devem retirar alimentos com glúten é um contrassenso porque até podem ter um valor energético excessivo", acrescentou a bastonária dos nutricionistas.

Os dois nutricionistas salientam, no entanto, a importância de a indústria inovar e oferecer uma maior variedade para quem tem estes problemas.