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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Benefícios do alho

O alho pertence ao género Allium, assim como a cebola e a chalota (originária da Ásia, pouco cultivada em Portugal), entre outras plantas. A maioria das propriedades do alho deve-se aos seus vários compostos de enxofre. Quando se tritura ou mastiga o bolbo, a aliína, um destes compostos, transforma-se em alicina (responsável pelo odor e alguns dos efeitos terapêuticos), e parte desta decompõe-se em outros produtos sulfurosos também com propriedades medicinais. Cozinhar o alho inibe a formação de alicina e elimina algumas das outras substâncias terapêuticas.

O alho era apreciado e usado pelas suas propriedades terapêuticas já pelos antigos egípcios para curar desde a lepra às hemorróidas, além de que, por exemplo, os construtores de pirâmides tomavam-no para ganhar força e resistência. Pasteur descobriu-lhe propriedades anti-bacterianas e durante as duas guerras mundiais foi usado para tratar ferimentos.

Actualmente fazem-se estudos para apurar o seu potencial anti-cancerígeno, estando já provado ser eficaz na prevenção dos cancros do tracto digestivo, do cancro da mama e da próstata. Além disso, sabe-se que é redutor de problemas cardíacos, pois reduz a coagulação do sangue ao impedir que as plaquetas se aglomerem e se agarrem às paredes das artérias e ajuda a baixar a tensão arterial, alargando os vasos sanguíneos e permitindo, assim, que o sangue circule mais livremente. Também combate as infecções de vários tipos, inclusivamente provocadas por vírus, bactérias e fungos, reforça a imunidade, tem propriedades antioxidantes e pode baixar os níveis de colesterol.
O alho é rico em vitaminas A, B2, B6 e C, assim como em aminoácidos, em ferro, silício e iodo. É muito apreciado na cozinha mediterrânica, sobretudo em refogados com tomate e cebola.

Curiosidades:
Há um remédio popular contra a constipação usado no Alentejo que consiste em moer um alho e pô-lo numa bolsinha de pano no cinto: chama-se “boneca de alho”.
Há também uma receita macrobiótica com a mesma finalidade: pôr uma rodela de alho entre cada pé e a sua meia correspondente.

Referências:
O poder curativo das vitaminas e dos minerais, Selecções do Reader’s Digest
Cozinhar com vegetais de Maria de Lourdes Modesto, Verbo

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço:
http://www.centrovegetariano.org/Article-416-Benef%25EDcios%2Bdo%2Balho.html

NOTA: Ao pequeno almoço e ao jantar descasco um dente de alho, corto-o em pequenas fartias e engulo-o sem mastigar para evitar o mau hálito. de dois em dois meses faço um intervalo de duas ou três semanas e sinto a diferença do comportamento do organismo. Ouvi há dias um indivíduo contar que estava com a tensão muito alta e encontrou um amigo dedicado à medicina natural que lhe aconselhou a comer um dente de alho e pouco depois de o comer já tinha a tensão em valores normais. Também tenho experiência na prevenção de gripes.

2 comentários:

Fernanda Ferreira - Ná disse...

Querido amigo João,

Tomei muitas cápsulas de alho porque não conseguia engolir o dente de alho.
Tinha frieiras sempre nas mãos e pés todos os Invernos.
Curou completamente.

Tive ainda uma professora de Francês que tresandava a alho, a TéTé de Teresa Brandão.
Coitada da senhora, mas ninguém podia chegar perto dela.
Devia trincá-los mesmo, sei lá.

Obrigada pela informação preciosa.
Felizmente eu como muito alho, mas cozinhado. Cru, como disse, não consigo.

Beijinhos
Ná

A. João Soares disse...

Querida Ná,

Se mastigar tem o inconveniente do mau hálito tem por outro lado a vantagem de produzir a alicina com propriedades terapêuticas. Prescindo destas, para evitar o hálito, e engulo sem mastigar.
Como não é fácil engolir um dente de alho inteiro, descasco-o e corto-o em finas tiras longitudinais e engulo aos poucos com o a comida. Poderá cortar-se em pedacinhos mais pequenos mas perde-se um pouco do benefício das fibras.
O benefício das fibras e a ausência de conservantes e outros produtos químicos dão-lhe vantagem sobre as cápsulas ou as drageias comerciais.

Beijos
João