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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

sábado, 10 de julho de 2010

Indústria alimentar está a 'matar'

Jornal de Notícias. 09-07-2010

As grandes multinacionais da indústria alimentar ocidental estão a espalhar, globalmente, um "modo de vida mortal" ao vender produtos que potenciam doenças como obesidade e diabetes, defendeu hoje, sexta-feira, a especialista italiana Loretta Napoleoni.

"Tenho sérias dúvidas de que a economia esteja a preparar um mundo melhor. Creio que está a prejudicar a nossa saúde, porque representa a alteração dos hábitos alimentares para o ponto em que os alimentos que ingerimos se tornam a principal causa da propagação de doenças como obesidade e diabetes", justificou a responsável na conferência sobre a saúde oftalmológica, que decorre até sábado em Sintra.

Loretta Napoleoni defende que, "para impedir a disseminação da obesidade e da diabetes, é preciso reformar alguns segmentos da economia globalizada, mais especificamente a indústria alimentar, que não vende somente a dieta ocidental em todos os cantos do mundo, mas também um estilo de vida mortal".

A conferencista garante que a diabetes e a obesidade estão directamente ligadas "à alta ingestão de gorduras saturadas, alimentos processados, e açúcar", substâncias que são "abundantes" na dieta ocidental, e que estão disseminados em todo o mundo através das multinacionais do sector.

"Neste contexto, a medicina moderna pode fazer muito pouco. Projecções para 2025 mostram que o número de pessoas afectadas por estas doenças vai crescer rapidamente", disse Loretta Napoleoni, jornalista e escritora italiana.

Para a especialista, é necessário criar uma aliança entre a medicina e a política para parar a propagação de doenças resultantes da má alimentação, como a "fast food", mesmo nesta altura de recessão económica.

"O maior paradoxo da economia passa pelo facto de os alimentos processados manterem vivo o capitalismo. Mas o custo de curar as pessoas afectadas está a crescer e rapidamente ultrapassará as vantagens [económicas] das vendas de 'junk food'", adiantou.

Organizada pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, esta conferência internacional junta dezenas de profissionais do sector da medicina.

Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, António Travassos, esta conferência tem o objectivo de mostrar o que se faz de mais recente ao nível de estudos da retina, da oftalmologia pediátrica, e da ergoftalmologia.

1 comentário:

Fernanda disse...

Amigo João,

Naturalmente que sabendo nós que somos o que ingerimos, e considerando tanta porcaria que se come hoje em dia, o corpo tem que se ressentir e fraquejar.

Parabéns pelo post.
Bjs.