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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

HIPERTENSÃO FACTOR DE AVC


Hipertensão... uma porta aberta para o AVC

https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/795304/hipertensao-uma-porta-aberta-para-o-avc
170517. Por Notícias ao Minuto

Hoje, 17 de maio, assinala-se o Dia Mundial da Hipertensão, um importante fator de risco para o AVC.

No âmbito do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala anualmente a 17 de maio, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral alerta para a importância da hipertensão arterial (HTA) como fator de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC) através deste artigo escrito pelo Dr. Jorge Poço, coordenador da Unidade de AVC da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) e membro da Sociedade Portuguesa do AVC.

A HTA, definida de uma forma sucinta como a presença de valores de Pressão Arterial (PA) sistólica (vulgarmente conhecida por máxima) iguais ou superiores a 140 mmHg e/ou PA diastólica (conhecida por mínima) iguais ou superiores a 90 mmHg é, de facto, um fator de risco presente em 30 a 45% da população em geral, aumentando progressivamente nas populações mais idosas, que são uma ‘fatia’ importante das sociedades ocidentais.

Sabe-se que muitos dos doentes hipertensos, mesmo que medicados, mantêm valores acima do desejável. Estes valores elevados, poderão levar ao aparecimento de lesões em vários órgãos do corpo humano, entre os quais o cérebro, podendo surgir assim a mais temível das complicações: o Acidente Vascular Cerebral (AVC), que continua a ser a principal causa de morte e de incapacidade crónica em Portugal.

Sendo a hipertensão arterial (HTA) o principal fator de risco suscetível de intervenção na prevenção do AVC é, portanto, fundamental insistir em alguns pontos fundamentais:

• Se indicado, deve-se tomar regularmente a medicação, não caindo no erro frequente de deixar de a tomar porque as "tensões têm andado bem!".
• A responsabilidade deverá começar nas pessoas, através de uma cultura de vida adequada, principalmente através de hábitos alimentares saudáveis (com redução do consumo de sal) e prática regular de exercício físico;
• É prioritário fazer o diagnóstico, o tratamento e o controlo da HTA, sendo que neste processo é fundamental a atuação do seu médico e enfermeiro de família (para aconselhamento, vigilância, deteção e tratamento). Para tal deve-se recorrer aos cuidados de saúde, para que estes profissionais possam ajudar;
• Não se pode desvalorizar os valores elevados que possam surgir nas avaliações feitas em casa e que muitas vezes são justificados por poder estar "nervoso" ou "ansioso".

Sabendo-se que, através destes mecanismos, se consegue uma redução de até 40% de AVCs, estão aqui os argumentos mais que suficientes para nos fazer pensar duas vezes ou mais!

Os benefícios no tratamento e controlo da hipertensão arterial são para si e para quem o ama. Em caso de AVC, os que o rodeiam também sofrerão!

Para terminar, insiste-se na importância da redução do consumo de sal, a prática de exercício físico e a vigilância dos valores da pressão arterial, com a toma regular de medicação, se for o caso. E, não se esqueça: o futuro pode estar nas suas mãos!, avisa o especialista.

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