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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Doenças de transmissão sexual (DTS)

As doenças sexualmente transmissíveis são doenças que se transmitem pelo contacto sexual íntimo e são provocadas por bactérias, fungos e vírus.



Sintomas
Prurido, ardor, dores, dispareunia, vesículas, ulcerações, por vezes corrimento, com ou sem cheiro desagradável.

Micose vaginal (Candida albicans): prurido, ardor na vulva e na vagina, corrimento esbranquiçado, vulva inflamada, dores durante as relações sexuais. Pode ter origem não-sexual (digestiva, por exemplo). Pessoas com imunidade diminuída (HIV, idosos) ou que tomam antibióticos são mais susceptíveis a ter recidivas.

Vaginose bacteriana (Gardnerella vaginalis, muitas vezes presente na vagina de mulheres saudáveis, mas também Mycoplasma hominis, Prevotella, Mobiluncus são os microrganismos considerados como principais responsáveis): corrimento fluido branco-sujo, frequentemente com cheiro desagradável, por vezes ardor após as relações. Risco de salpingite, parto prematuro e complicações neonatais.

Tricomoniase vaginal: corrimento esverdeado, espumoso, abundante, acompanhado de prurido, ardor; desconforto, dores, por vezes insuportáveis, durante as relações sexuais.

Infecções genitais por clamidias e gonococos (Neisseria gonorrhoeae): frequentemente associadas a uretrite (síndroma uretral), manifestam-se por uma cervicite mucopurulenta (inflamação do colo do útero) pouco dolorosa, mas existe um risco de doença inflamatória pélvica com salpingite, lesões das trompas de Falópio, dores pélvicas e até esterilidade.

Herpes genital (vírus do herpes simples tipo 2, VHS2): febre e formigueiro precedendo uma erupção de pequenas vesículas que rebentam e originam úlceras dolorosas, podendo sobrevir uma infecção na vulva. Gânglios inguinais aumentados, sensíveis e dolorosos. Recidiva possível antes da menstruação. Frequente e grave em caso de infecção pelo vírus da sida.

Infecções pelo vírus VPH, ou HPV (vírus papiloma, condilomas): prurido, ardor antes ou depois das relações, pequenas verrugas (condilomas acuminados).

Pediculose púbica: intenso prurido genital causado pela presença de piolhos do púbis (Phthirus pubis), Sarna (Scarcoptes scabel): prurido, lesões.

Sífilis (Treponema pallidum): manifesta-se na zona vulvar por úlcera dura e húmida que aparece depois da contaminação sexual. Lesão indolor muito contagiosa.

Cancro mole, ou cancróíde (Haemophilus ducreyi): ulcerações dolorosas, moles. Frequentemente, gânglio inflamado ao nível da virilha, que acaba por rebentar.

DTS sem sintomas locais: em geral, a transmissão por via sexual do vírus da hepatite B (VHB) e do vírus da sida (VIH) não é acompanhada por sinais locais ou lesões do aparelho genital.


Pessoas mais em risco
- Mulheres com múltiplos parceiros sexuais (o sistema de defesa imunitário adapta-se menos bem em situações múltiplas diferentes do que numa situação idêntica repetida).
- Mulheres com deficiência imunitária (devido à sida ou a tratamento prolongado com corticosteróides), que as torna mais vulneráveis, particularmente à sífilis.


Porque dói?
As infecções sexualmente transmissíveis podem atingir a vulva (vulvite), a vagina (vaginite), o colo (cervicite), o útero (endometrite}, as trompas de Falópio (salpingite). Estas infecções provocam inflamação, irritação ou ulcerações, expondo o tecido submucoso, muito sensível.


O que pode fazer?
Consulte um médico.


Que tratamentos?
Medicamentos
- Micose vaginal
: os tratamentos são locais (óvulos, cremes, sabonetes). Por vezes, recorre-se a antimicóticos por via sistémica em caso de recidiva ou de foco intestinal
- Vaginose bacteriana e tricomoníase vaginal: o tratamento é local e sistémico.
- Chlamydia trachomatis: o tratamento com azitromicina numa única toma substituiu as tetraciclinas tomadas durante 2 a 3 semanas.
- Gonorreia: a penicilina é o primeiro antibiótico a ser prescrito.
- Herpes: aciclovir em comprimidos, creme e intravenoso nos casos graves. Pode tomar-se durante bastante tempo para diminuir as recidivas. Durante os surtos, aconselha-se a abstinência sexual.
- Infecções pelo vírus HPV: é necessário procurar outras DTS e fazer um esfregaço do colo do útero. O tratamento local (podofilina, ácido tricloracético) pode não ser suficiente, praticando-se então um laser CO2 com anestesia local ou geral.
Pediculose púbica e sarna: o tratamento é local e deve ser repetido.
- Sífilis: a penicilina é o antibiótico habitual.
- Cancro mole: antibióticos de várias famílias.


Cirurgia
Certos tipos do vírus VPH que infectam o colo do útero podem evoluir para lesões pré-cancerosas. Intervém-se com Laser CO2 ou por cirurgia (conização).


As outras medicinas
Acupunctura e medicina chinesa
Podem ser úteis associadas aos tratamentos habituais para restabelecer as defesas imunitárias.
Homeopatia e fitoterapia
Podem associar-se vários remédios homeopáticos e fitoaromaterapêuticos nas infecções virais (VPH, VHS), bacterianas ou micóticas recorrentes para promover a imunidade e para uma acção antiviral mais específica.
Naturopatia A modificação do regime alimentar e do meio permite um tratamento eficaz das micoses recorrentes.


artigo retirado daqui

1 comentário:

Nita disse...

Informação muito útil.

Um beijo da Nita.
De bom dia.