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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ALZHEIMER E MEMÓRIA EMOCIONAL


Transcrição:

Pacientes de Alzheimer beneficiam do contacto emocional
Observador 160101. Por Elsa Araújo Rodrigues

Ao contrário do que 2 em cada 5 pessoas acredita, o contacto com a família e os amigos é benéfica para os pacientes de Alzheimer, mesmo quando estes já não são capazes de os reconhecer.

É errado pensar que os pacientes com Alzheimer não retiram benefícios do contacto com familiares e amigos que já não reconhecem. O alerta é dado por um estudo levado a cabo pela instituição de caridade britânica Sociedade de Alzheimer.

A pesquisa revela que 42% das pessoas inquiridas acredita erradamente que quando os doentes de Alzheimer deixa de reconhecer os entes queridos, já não beneficiam do contacto com eles.

A investigação refere ainda que 64% das pessoas com Alzheimer se sentiram isolados de familiares e amigos, após a doença ter sido diagnosticada. E 41% referiram que ser incapaz de reconhecer amigos e familiares iria fazê-los sentir-se mais isolados do que o corte de relações com familiares ou divórcio.

A instituição britânica afirma que os resultados do estudo mostram que quem sofre de Alzheimer precisa de passar mais tempo com parentes e entes queridos para evitarem a solidão. Mesmo que mais tarde não consigam lembrar-se da visita e já não reconheçam as pessoas, os doentes de Alzheimer continuam a manter a “memória emocional”, que lhes permite sentirem-se felizes mesmo depois de esquecerem o que provocou esse sentimento.

Cerca de 68% responderam que tencionam manter as visitas aos seus familiares e amigos, mesmo quando deixarem de os reconhecer. “Apesar dessas boas intenções, a falta de consciência de quão importante é a memória emocional para os doentes, as pessoas nem sempre concretizam as suas intenções e mais da metade dos pacientes de Alzheimer sentem-se isolados e sozinhos,” refere a instituição.

Esta “memória emocional” permite “estimular sentimentos de familiaridade, felicidade, conforto e segurança”, frisa a Sociedade de Alzheimer. E estes sentimentos têm um grande impacto na disposição e bem-estar geral de quem sofre de Alzheimer.

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