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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sol e vitamina D

VITAMINA D

A vitamina do sol
Publicado no PÚBLICO de 03-08-2011

A vitamina D é uma das várias substâncias essenciais à saúde humana e a exposição moderada ao sol é uma melhores formas de a obter. Trata-se de uma vitamina que permite uma melhor absorção do cálcio da dieta e a sua fixação no nosso esqueleto.

A falta de vitamina D provoca uma maior fragilidade dos ossos, tornando-os mais susceptíveis a fracturas ou a deformações. Além do mais esta vitamina parece ser importante em áreas como a imunidade ou a saúde cardiovascular.

A vitamina D tem, no entanto, uma característica distintiva: sob determinadas condições, esta vitamina pode ser por nós fabricada em quantidade suficiente para satisfazer as nossas necessidades. Que condições são estas? Antes de mais, é necessário que a pele esteja exposta à luz solar por tempo suficiente.

A quantidade produzida depende de muitos factores, dos quais os mais importantes são o tempo de exposição, a superfície de pele exposta, a hora do dia, a estação do ano, a latitude do lugar, o tom de pele e a idade da pessoa.

Este conjunto de factores faz variar muito a síntese desta vitamina e sobretudo, torna-a insuficiente nos meses de Inverno em países como Portugal. Acresce que, nos meses de maior intensidade de radiação solar, a preocupação com o aparecimento de cancro de pele tem levado - e bem - a um aumento do uso de protectores solares, que reduzem muito a produção de vitamina D: por exemplo, um creme solar com factor de protecção 8 reduz 95 por cento e um com factor de protecção 30 reduz 100 por cento a capacidade de produzirmos vitamina D.

Assim, resta o recurso à alimentação para satisfazer as nossas necessidades, o que coloca igualmente alguns problemas. A vitamina D existe em quantidades significativas num número bastante reduzido de alimentos. Os mais importantes são os peixes gordos - como o salmão ou a sardinha -, o fígado e a gema de ovo. No entanto, seria necessário comermos todos os dias sardinhas gordas ou salmão para ingerirmos os valores necessários de vitamina D, o que não é prático nem aconselhável.

O que podemos então fazer para contrariar esta dificuldade e assim garantirmos uma saúde óptima para os nossos ossos? A resposta terá sempre de englobar as duas fontes da vitamina, ou seja, a luz solar e a alimentação.

Quanto à alimentação, parece difícil escapar à necessidade de recorrer a alimentos fortificados ou enriquecidos em vitamina D. Nos EUA, e em muitos outros países, todo o leite é fortificado com esta vitamina, mas em Portugal tal prática não é universal. Este tipo de leite está, no entanto, disponível no nosso país (embora seja significativamente mais caro), recomendando-se o seu uso sobretudo nos meses de Inverno. No limite, o recurso a medicamentos contendo doses elevadas de vitamina D pode ser a única solução para pessoas que apresentem já uma carência acentuada deste nutriente.

Relativamente à luz solar, tentar expor-se o mais possível, mas sem ficar com o tradicional “escaldão”, é a medida mais saudável, e certamente mais barata, de contornar o problema. Desfrutar do sol em segurança durante todo o ano é, pois, uma prática saudável da qual não devemos abdicar.
*Nutricionista e professor

Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação Universidade do Porto
nunoborges@fcna.up.pt

1 comentário:

Celle disse...

POR AQUI JOÃO OS MÉDICOS JA ESTÃO RECEITANDO ESTA VITAMINA D,PELA SUA DEFICIENCIA EM NOSSA SAUDE, DEVIDO O SOL MUITO QUENTE E, NÃO DEVE SER TOMADO. EU, MEU MARIDO, UMA DAS FILHAS, JA TOMAMOS COMO COMPLEMENTO VITAMÍNICO.
cELLE