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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CAFÉ PODE DIMINUIR RISCO DE ESCLEROSE MÚLTIPLA


Café pode diminuir risco de esclerose múltipla

O consumo de elevadas quantidades de café pode diminuir o risco de desenvolver esclerose múltipla, sugere um estudo publicado no “Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry”.

Na opinião dos autores do estudo esta associação pode ser explicada devido às propriedades neuroprotetoras e à capacidade de o café produzir químicos envolvidos na resposta inflamatória.

Estudos anteriores já tinham associado o elevado consumo de café a taxas mais baixas de doença cardiovascular, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2. Em modelos animais da doença de Alzheimer foi verificado que a cafeína pode ajudar a proteger contra a fuga da barreira sangue-cérebro.

Esta investigação teve por base dois estudos populacionais. Um dos estudos realizou-se na Suécia pelos investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, tendo contado com a participação de 1.620 adultos com esclerose múltipla e 2.788 indivíduos saudáveis. O segundo estudo, da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA, incluiu 1.159 pacientes com esclerose múltipla e 1.172 adultos saudáveis.

No estudo sueco, os participantes foram convidados a quantificar as chávenas de café que bebiam diariamente, em diferentes idades, desde os 15 a 19 anos aos 40 ou mais anos. Por outro lado, os voluntários do estudo americano foram questionados relativamente ao consumo diário máximo. Àqueles que disserem beber uma ou mais chávenas foi-lhes pedido para recordar com que idade começaram a consumir café regularmente.

Posteriormente os investigadores estimaram o consumo de café antes e após os sintomas de esclerose múltipla se terem iniciado. Estes resultados foram comparados com os obtidos nos indivíduos saudáveis.

Os investigadores constataram que, o risco de esclerose múltipla foi consistentemente mais elevado naqueles que bebiam poucas chávenas de café por dia nos dois estudos. Estes resultados mantiveram-se inalterados mesmo após os investigadores terem tido em conta outros fatores, como hábitos tabágicos e peso durante a adolescência.

No estudo sueco, o consumo de café foi associado a uma redução do risco de esclerose múltipla, tanto no início dos sintomas como cinco a 10 anos após. Verificou-se que houve uma redução de 28 a 30% do risco para aqueles que bebiam mais de seis chávenas de café por dia.

Relativamente ao estudo americano verificou-se que havia uma redução de 26 a 31% do risco de esclerose múltipla entre os indivíduos que bebiam 948 ml de café por dia, pelo menos cinco anos antes de os sintomas terem início e no início dos sintomas, comparativamente com aqueles que nunca bebiam café.

Os resultados sugerem que quanto maior a quantidade de café ingerida, menor é o risco de esclerose múltipla. Contudo, os investigadores alertam para o facto de este ser um estudo observacional, não havendo por isso uma causa/efeito.

“Apesar de ainda ficar por esclarecer se o café pode de facto diminuir o desenvolvimento da esclerose múltipla, esta análise apoia os dados crescentes no que diz respeito aos efeitos benéficos do café na saúde”, concluíram os investigadores.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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