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Quando era criança, na minha aldeia, ouvia com frequência a expressão dos mais simples objectivos das pessoas «haja pão e coza o forno». Realmente, havendo «saúde e alimentação», tudo acaba por ser resolvido. Decidi, por isso, guardar neste espaço, tudo o que estiver guardado nos blogs a que tenho acesso e o que venha a obter sobre este tema, com a convicção de que a saúde depende muito da alimentação e do estado de espírito. (A.João Soares)

domingo, 26 de junho de 2011

Idosos e excesso de medicamentos

Transcrição com intenção de ALERTA:

Medicamentos dados a idosos podem estar a fazer mal, diz estudo
25.06.2011 - 14:30 Por PÚBLICO

Demência e até morte associados a 80 drogas diferentes.

As pessoas com mais de 65 anos que tomam vários medicamentos podem estar a prejudicar a capacidade mental e ter um risco acrescido de morte. Um estudo que envolveu 13 mil homens e mulheres com estas idades verificou que cerca de metade utilizavam químicos que em conjunto podem estar associados a este efeito. O artigo foi publicado hoje na revista The Journal of the American Geriatrics Society.

Pessoas que estão em instituições tomam mais medicamentos com este efeito. (arquivo)

O cerne da investigação é o efeito anticolinérgico de 80 medicamentos avaliados. Uma das substâncias importantes para a manutenção das ligações entre as células do cérebro é a acetilcolina. O efeito anticolinérgico impede o trabalho desta molécula.

Há muitos medicamentos que causam esta acção, desde tratamentos à incontinência, comprimidos que ajudam a dormir, medicamentos para doenças como a hipertensão ou paragem cardíaca. Os investigadores do Reino Unido e dos Estados Unidos avaliaram a gravidade do efeito de cada medicamento. Que podia ir de um, o efeito mínimo, a três, o máximo.

Uma pessoa que tomasse dois medicamentos com efeito mínimo e um com o efeito anticolinérgico máximo, teria uma pontuação total de cinco.

Entre 1991 e 1993, o tempo em que foi feito o estudo, 20 por cento dos pacientes que tinham uma avaliação de cinco ou mais, morreram. Em contrapartida, dos que não estavam a tomar químicos anticolinérgicos, só sete por cento é que morreu.

Por outro lado, quem tinha uma avaliação de cinco ou mais, desceu em 4 por cento nas funções cognitivas.

“As nossas descobertas mostram claramente que os médicos precisam de rever o peso cumulativo de anticolinérgicos nas pessoas com dificuldades cognitivas para determinar se as drogas estão a causar um declínio no estado mental”, disse em comunicado um dos co-autores do estudo, Malaz Boustani, médico e investigador na Escola de medicina da Universidade do Indiana.

O estudo também mostra que pessoas mais velhas, com um rendimento menor, e com mais problemas de saúde tomavam mais estes medicamentos. Assim como as pessoas que estavam em instituições.

Imagem de Adriano Miranda

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