Intoxicação por ingestão de cogumelos “não é rara”. Sabe o que fazer?
181207. Por Filipa Matias Pereira
O Centro de Informação Antivenenos alerta para a necessidade de saber identificar os cogumelos que confeciona.
© iStock
Sabe identificar os cogumelos comestíveis dos que são nocivos para a saúde? Sabe como agir mediante uma intoxicação por cogumelos? Depois de cinco pessoas terem sofrido uma intoxicação devido à ingestão de cogumelos, em Lordosa, no concelho de Viseu, o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) emitiu um esclarecimento.
Ora, contrariamente ao que se possa equacionar, este tipo de intoxicação “não é rara” e os primeiros sinais ou sintomas podem aparecer cerca de duas horas após a ingestão, nomeadamente vómitos, diarreia abundante e dores abdominais.
Em caso de intoxicação, deve contactar de imediato o Centro de Informação Antivenenos do INEM – 808 250 143 - e seguir as instruções dadas pelo médico.
Quando consumir cogumelos silvestres deve guardar, pelo menos, um exemplar de cada espécie consumida, já que em caso de intoxicação deverá ter esses exemplares para que a assistência médica possa atuar com maior eficácia. Descreve ainda a nota publicada no site institucional do INEM que “é ainda mais perigoso quando os sintomas aparecem seis horas ou mais após a ingestão”.
Importa ainda seguir os concelhos do INEM e não apanhar nem cozinhar cogumelos frescos, se não os conseguir distinguir com exactidão. Se após a ingestão de cogumelos surgirem sintomas, nomeadamente vómitos e diarreia, deve contactar de imediato o CIAV.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Cogumelos exigem cuidados especiais

Há quem diga, com humor negro, que todos os cogumelos podem ser comidos, mas alguns só se comem uma vez. Uma notícia recente refere a intoxicação de meia dúzia de turistas por terem comido cogumelos. Por isto é absolutamente necessário muito cuidado, e é oportuno conhecer as seguintes 13
Público. 18.11.2010
Susana Gonçalves, investigadora do Centro de Ecologia Funcional do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, enumera as regras básicas de segurança para o consumo de cogumelos silvestres. Cidadãos tailandeses foram hoje hospitalizados em vários hospitais portugueses após o consumo de cogumelos venenosos. e correm o risco, alguns deles de terem de receber um transplante de fígado.
1. Aprenda a reconhecer as espécies mortais (e.g. Amanita phalloides) que crescem nas áreas onde costuma colher cogumelos. Conheça o seu aspecto, em que altura do ano frutificam, perto de que espécies de árvores ocorrem, e tudo o mais que o ajude a evitá-los. Procure a ajuda de um especialista, frequente um curso de identificação ou adquira um bom guia de campo.
2. Dê preferência às espécies de cogumelos comestíveis que não se possam confundir com as espécies venenosas que aprendeu a identificar. Se possível, tire fotografias dos cogumelos que colheu ainda no seu habitat natural.
3. Não colha cogumelos em áreas potencialmente contaminadas como, por exemplo, perto de unidades industriais, à beira das estradas, em terrenos agrícolas ou no interior de perímetros urbanos.
4. Em casa, examine sempre todos os exemplares para assegurar que não colheu, inadvertidamente, nenhum exemplar de espécies não comestíveis.
5. Rejeite os cogumelos velhos ou que apresentam sinais de deterioração.
6. Coma apenas uma espécie de cada vez, especialmente se não costuma consumir cogumelos silvestres.
7. Reserve uma amostra dos cogumelos frescos que vai cozinhar. Em caso de intoxicação, esta amostra pode salvar-lhe a vida! Os cientistas podem identificar qual a espécie tóxica que ingeriu, permitindo aos médicos fazer um diagnóstico adequado e iniciar o tratamento atempadamente.
8. Não acredite na veracidade das crenças populares destinadas a identificar cogumelos tóxicos.
9. Cozinhe sempre os cogumelos silvestres. Alguns cogumelos silvestres são tóxicos apenas quando consumidos crus (e.g. Lepista nuda, Amanita rubescens e algumas espécies de Helvella).
5. Coma sempre pequenas quantidades de cada vez e nunca em refeições ou dias seguidos (particularmente se é a primeira vez que consome determinada espécie). Cada pessoa reage de forma diferente à ingestão de cogumelos silvestres e, por isso, devemos experimentar a nossa resposta com precaução. Por outro lado, a quantidade ingerida pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
11. Evite beber álcool quando experimentar espécies que nunca consumiu e não consuma álcool com certas espécies como, por exemplo, Coprinus atramentarius.
12. Como precaução adicional, não dê cogumelos silvestres a comer às crianças, mesmo aqueles considerados seguros.
13. Não se esqueça que consumir cogumelos silvestres pode matar. Em caso de dúvida, não os coma!
Imagem do Google
domingo, 29 de novembro de 2009
Cogumelo, o "marisco" do montado
Transcrição:
J0rnal de Notícias, 29 de Novembro de 2009. Por Teixeira Correia
São Barnabé, aldeia com 50 habitantes, no concelho de Almodôvar, espera receber este fim-de-semana cerca de quatro mil visitantes em busca de cogumelos, o "marisco" do montado, como lhe chamam os alentejanos.
Ainda só na 3ª edição, a Feira do Cogumelo e do Medronho já cimentou raízes, mercê da quantidade e variedade de fungos que se encontram nas tascas da aldeia e nas barracas do certame.
"A 'morte' do cogumelo é na grelha", diz ao JN o algarvio Bento Raposo, enquanto vai dando voltas aos cogumelos no fogareiro. "Assamos cogumelos o dia inteiro. É um produto muito apreciado", justifica. Ao lado, Sérgio Palma, presidente da junta de freguesia, garante que "vem gente de todo o lado", dando o exemplo de um grupo de 50 pessoas, de Lisboa, que deixa o autocarro na serra do Mú e parte à descoberta da natureza. "Se vou ao cogumelo? Quando tenho tempo, juntamos meia dúzias de amigos e procuramos petisco", diz. E assevera que na aldeia nunca houve um caso de envenenamento.
Moura Antunes, responsável pelo grupo de visitantes afecto aos Serviços Sociais da CGD (Lisboa), revela que a deslocação a São Barnabé, pelo segundo ano, tem a ver com "o pitoresco da aldeia, um certame único e gente fabulosa". Daí a intenção de passarem os dois dias na aldeia, desfrutando da paisagem e gastronomia.
Encostado ao balcão da barraca, Nelson Guerreiro ("Barreirinhas"), bebe uma imperial, acompanhada de cogumelos assados. "Nunca tive medo. Quem conhece, está à vontade", diz o padeiro de São Barnabé. Os cogumelos da região "têm características na cor e no formato" que "não enganam".
No Centro Popular dos Trabalhadores, Márcia Cabrita, assa cogumelos e linguiça caseira, para "arranjar uns cêntimos para outras iniciativas". Participante num workshop sobre cogumelos, cuja parte prática teve lugar no campo, a sua irmã Sónia surge com um exemplar, de cor amarela e de rompante. E atira: "Este é veneno. Só a cor assusta". Natural da aldeia, Sónia reconhece que a toxicidade do cogumelo lhe foi explicada no decurso da iniciativa. Coloca-o num frasco, embebido em medronho, "para conservar e guardar como ensinamento".
Vindo de Lagos, um grupo de cinco amigos, homens e mulheres, desfruta cogumelos conhecidos como pucarinhas ou cilarcas. "Comemos à confiança, porque sabemos o que comemos", diz Francisco, que tal como João Montes, pertence ao Cogumelos de Portugal-Fórum Nacional.
J0rnal de Notícias, 29 de Novembro de 2009. Por Teixeira Correia
São Barnabé, aldeia com 50 habitantes, no concelho de Almodôvar, espera receber este fim-de-semana cerca de quatro mil visitantes em busca de cogumelos, o "marisco" do montado, como lhe chamam os alentejanos.
Ainda só na 3ª edição, a Feira do Cogumelo e do Medronho já cimentou raízes, mercê da quantidade e variedade de fungos que se encontram nas tascas da aldeia e nas barracas do certame.
"A 'morte' do cogumelo é na grelha", diz ao JN o algarvio Bento Raposo, enquanto vai dando voltas aos cogumelos no fogareiro. "Assamos cogumelos o dia inteiro. É um produto muito apreciado", justifica. Ao lado, Sérgio Palma, presidente da junta de freguesia, garante que "vem gente de todo o lado", dando o exemplo de um grupo de 50 pessoas, de Lisboa, que deixa o autocarro na serra do Mú e parte à descoberta da natureza. "Se vou ao cogumelo? Quando tenho tempo, juntamos meia dúzias de amigos e procuramos petisco", diz. E assevera que na aldeia nunca houve um caso de envenenamento.
Moura Antunes, responsável pelo grupo de visitantes afecto aos Serviços Sociais da CGD (Lisboa), revela que a deslocação a São Barnabé, pelo segundo ano, tem a ver com "o pitoresco da aldeia, um certame único e gente fabulosa". Daí a intenção de passarem os dois dias na aldeia, desfrutando da paisagem e gastronomia.
Encostado ao balcão da barraca, Nelson Guerreiro ("Barreirinhas"), bebe uma imperial, acompanhada de cogumelos assados. "Nunca tive medo. Quem conhece, está à vontade", diz o padeiro de São Barnabé. Os cogumelos da região "têm características na cor e no formato" que "não enganam".
No Centro Popular dos Trabalhadores, Márcia Cabrita, assa cogumelos e linguiça caseira, para "arranjar uns cêntimos para outras iniciativas". Participante num workshop sobre cogumelos, cuja parte prática teve lugar no campo, a sua irmã Sónia surge com um exemplar, de cor amarela e de rompante. E atira: "Este é veneno. Só a cor assusta". Natural da aldeia, Sónia reconhece que a toxicidade do cogumelo lhe foi explicada no decurso da iniciativa. Coloca-o num frasco, embebido em medronho, "para conservar e guardar como ensinamento".
Vindo de Lagos, um grupo de cinco amigos, homens e mulheres, desfruta cogumelos conhecidos como pucarinhas ou cilarcas. "Comemos à confiança, porque sabemos o que comemos", diz Francisco, que tal como João Montes, pertence ao Cogumelos de Portugal-Fórum Nacional.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Cogumelos exigem precaução
Já ouvi dizer: «todos os cogumelos podem ser comidos, mas alguns só se comem uma vez». Neste período do ano, o consumo de apetitosos cogumelos com nomes como míscaros, sanchas, tortulhos aumenta. Mas muita gente ignora os cuidados a ter e o aspecto de espécies suspeitas de serem venenosas.
Segundo a notícia Dois mortos e oito vítimas por causa de cogumelos, três mulheres de Pombal foram internadas, ontem, quinta-feira, no Hospital dos Covões, em Coimbra, vítimas de intoxicação por ingestão de cogumelos venenosos. Em duas semanas, há já dez ocorrências na região Centro. Duas pessoas morreram.
É bom não esquecer que a ingestão de espécie venenosa provoca lesões muito graves e obriga a transplantes hepáticos de urgência.
Haja prudência e, na duvida, não arrisque a vida.
Segundo a notícia Dois mortos e oito vítimas por causa de cogumelos, três mulheres de Pombal foram internadas, ontem, quinta-feira, no Hospital dos Covões, em Coimbra, vítimas de intoxicação por ingestão de cogumelos venenosos. Em duas semanas, há já dez ocorrências na região Centro. Duas pessoas morreram.
É bom não esquecer que a ingestão de espécie venenosa provoca lesões muito graves e obriga a transplantes hepáticos de urgência.
Haja prudência e, na duvida, não arrisque a vida.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Cogumelos
Embora haja quem receie os cogumelos haver algumas variedades tóxicas, não param de surgir os estudos científicos que reforçam os benefícios do seu consumo. Na verdade, as suas propriedades terapêuticas são inúmeras e vale a pena conhecê-las de forma a tirar todos os benefícios possíveis para a saúde.
Por exemplo, os cogumelos são um aliado dos hipertensos, e a hipertensão é um dos maiores problemas de saúde dos portugueses. O segredo está na elevada concentração de potássio, um elemento natural que ajuda a controlar os níveis de tensão arterial. Este nutriente desempenha um papel importante no metabolismo celular e no funcionamento do sistema nervoso e muscular.
Apesar de alguns parecerem muito grandes, a verdade é que mais de 90% da composição dos cogumelos é água, o que explica por que motivo é tão apreciado por todos os que se preocupam com a linha.
O seu elevado teor em fibras auxilia o funcionamento do intestino, actua no controle do colesterol e na prevenção das doenças cardiovasculares. Mas atenção, se optar por fritá-los, lembre-se que as calorias também aumentam! Pense em soluções criativas e saborosas tal como um arroz de cogumelos, massa com cogumelos ou milho, em saladas ou na sopa. Por uma questão de segurança, prefira os cogumelos enlatados, e tenha atenção à origem dos cogumelos frescos.
Quase sem calorias (28kcal em médica para cada 100g) e com pouca gordura, os cogumelos guardam ainda um valor apreciado de proteínas (por exemplo 100g de cogumelos comestíveis frescos correspondem a cerca de 5g de proteínas).
O seu consumo regular ajuda também à ingestão de vitamina A e C, vitaminas do complexo B e em minerais (selénio, cálcio, iodo, fósforo). A vitamina B promove a protecção da pele, da visão e do sistema digestivo, enquanto que o selénio, por exemplo, protege a tiróide, reforça o sistema imunitário e é um importante antioxidante. Já os fosfatos, também presentes nos cogumelos comestíveis, previnem a má formação do feto e más formações congénitas.
Pela Nutricionista – Dra. Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN)
Por exemplo, os cogumelos são um aliado dos hipertensos, e a hipertensão é um dos maiores problemas de saúde dos portugueses. O segredo está na elevada concentração de potássio, um elemento natural que ajuda a controlar os níveis de tensão arterial. Este nutriente desempenha um papel importante no metabolismo celular e no funcionamento do sistema nervoso e muscular.
Apesar de alguns parecerem muito grandes, a verdade é que mais de 90% da composição dos cogumelos é água, o que explica por que motivo é tão apreciado por todos os que se preocupam com a linha.
O seu elevado teor em fibras auxilia o funcionamento do intestino, actua no controle do colesterol e na prevenção das doenças cardiovasculares. Mas atenção, se optar por fritá-los, lembre-se que as calorias também aumentam! Pense em soluções criativas e saborosas tal como um arroz de cogumelos, massa com cogumelos ou milho, em saladas ou na sopa. Por uma questão de segurança, prefira os cogumelos enlatados, e tenha atenção à origem dos cogumelos frescos.
Quase sem calorias (28kcal em médica para cada 100g) e com pouca gordura, os cogumelos guardam ainda um valor apreciado de proteínas (por exemplo 100g de cogumelos comestíveis frescos correspondem a cerca de 5g de proteínas).
O seu consumo regular ajuda também à ingestão de vitamina A e C, vitaminas do complexo B e em minerais (selénio, cálcio, iodo, fósforo). A vitamina B promove a protecção da pele, da visão e do sistema digestivo, enquanto que o selénio, por exemplo, protege a tiróide, reforça o sistema imunitário e é um importante antioxidante. Já os fosfatos, também presentes nos cogumelos comestíveis, previnem a má formação do feto e más formações congénitas.
Pela Nutricionista – Dra. Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN)
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