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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Migas alentejanas


Conselhos sobre receitas tradicionais alentejanas

O Alentejo é cheio de tradições e a cozinha tradicional alentejana é uma arte. Durante muitos séculos foram imaginadas, criadas e confeccionadas receitas que foram transmitidas ao longo de várias gerações.

Noutros tempos a alimentação das famílias estava limitada ao que era cultivado, para além de que o trabalho exigia muito esforço físico e as refeições tinham alto valor calórico. Com o passar dos anos e com a mudança de hábitos da sociedade as necessidades nutricionais foram-se alterando, daí que podemos e devemos manter a nossa tradição, embora tenhamos de fazer algumas modificações, quer a nível da confecção de alguns pratos tradicionais, quer a nível da frequência com que os consumimos (não mais do que duas vezes por mês).

No âmbito do Encontro de Saúde do Alentejo “Da dispersão geográfica à qualidade dos cuidados”, da responsabilidade da Administração Regional de Saúde do Alentejo, IP, foi proposto ao Núcleo Regional do Alentejo da Plataforma Contra a Obesidade (NRAPCO) que elaborasse um livro de receitas tradicionais alentejanas e apresentasse sugestões que pudessem tornar estes manjares mais saudáveis, uma vez que a maioria destes pratos tem alto valor calórico e alguns são desprovidos de produtos hortícolas.

De modo a reunir o que de melhor há na gastronomia alentejana e com o apoio dos colaboradores NRAPCO de toda a Região Alentejo, seleccionaram-se algumas receitas tradicionais.

A prática de uma alimentação saudável está indicada para todos os que valorizam a saúde. Se a alimentação for correcta, constitui um pilar fundamental na prevenção e controlo de algumas patologias, como é o caso da obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
Uma alimentação pobre em açúcares, rica em fibras e produtos hortícolas, com pouco sal e com poucas gorduras é extremamente importante para quem quer ter um estilo de vida saudável.

Comer de forma saudável é, não só diversificar o método de confecção, mas também respeitar tradições gastronómicas da região e outras características físicas e sociais da população. Deve ter-se sempre em consideração, por um lado as necessidades nutricionais dos indivíduos aos quais se destina e por outro as especificidades de cada alimento.

É de extrema importância que todos os nutrientes sejam fornecidos com equilíbrio. Regra geral, metade do nosso prato deve conter produtos hortícolas, um quarto deve conter cereais e derivados, tubérculos e o outro quarto do prato deve ser composto por carne, pescado ou ovo. Esta é uma regra de alimentação saudável essencial e que podemos perfeitamente cumprir consumindo receitas tradicionais, mesmo que estas sofram pequenas alterações.


Migas com carne (Beja)

Ingredientes

400 g de pão
400 g de lombinhos de porco
Vinho q.b.
Azeite q.b.
2 Dentes de Alho
Sal q.b.
Laranja para decoração

Modo de preparação:

Corta-se o pão às fatias e deixa-se embeber num pouco de água, amassando com a mão. Entretanto coloca-se um tacho ao lume com um pouco de azeite e os dois dentes de alho muito bem picadinhos sal e um pouco de vinho, quando estes estiverem louros junta-se o pão. Com a ajuda de uma colher de pau, bate-se até formar uma bola. Quando estas descolarem das paredes e derem voltas, estão prontas. Leva-se as migas moldadas ao forno até tostar. Grelha-se os lombinhos de porco temperados com sal e ervas aromáticas (orégãos, mistura de pimentas, etc.).

Sugestões

Para além da carne de porco também se pode utilizar a carne de caça (perdiz);

Esta receita de migas pode ser alterada adicionando ingredientes como espargos, espigos, ou espinafres.

Este post foi oferta da amiga Fernanda Ferreira ()

Última ceia do ano

Um Fim de Ano tem que ser celebrado com uma mesa farta, bem decorada, mas não necessariamente carregada de gorduras... então, preparei-vos uma Ceia saudável,mas tão deliciosa ou mais do que todas as outras e sem restrições notórias.

Ora vejam:

Começamos por uma entrada de salada com folhas verdes, legumes crus (por exemplo alface, beterraba e cenoura raspada). Alguns legumes cozidos e molho de iogurte desnatado com hortelã, ou se preferir o tradicional azeite.

Como prato principal, optei pelo peru, mas podemos ir para o tradicional bacalhau cozido com todos, ou frutos do mar.
Para acompanhar o peru, um arroz integral ou estufado (têm mais fibras) com ervilhas e cubinhos de cenoura,

A tradicional rabanada não pode faltar, mas de forno, claro! e naturalmente o Bolo Rei.
Fiz ainda uma deliciosa salada de frutas com cubinhos de gelatina colorida e reguei levemente com um vinho do Porto.
Preparei uma bandeja de frutos da época, é indispensável, para além de colorir a mesa... valem pelas suas propriedades anti-oxidantes, assim como castanhas, nozes, avelãs, e as indispensáveis passas. A sua saúde agradecerá a oferta de vitaminas, minerais e fibras.

Quanto a bebidas, lembre-se que um bom vinho tinto não faz mal a ninguém, pelo contrário.
Sempre com moderação, pensei num bom espumante para o brinde que todos faremos, aqui sentados a esta mesa com esta família maravilhosa de Sempre Jovens, com todo o carinho e o amor de sempre.
FELIZ ANO NOVO! CONTAMOS COM TODOS E MUITOS MAIS PARA 2010!!!!!

Fotos da Net!

Fernanda Ferreira (Ná)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Diabetes

O número de pessoas com diabetes está a aumentar em todo o mundo e, naturalmente, Portugal não é excepção. Se existem actualmente entre nós cerca de 400.000 diabéticos iremos provavelmente ter no ano 2025 perto de 700.000. Este aumento, devido fundamentalmente à diabetes tipo 2, é um problema alarmante de saúde pública em termos humanos, sociais e económicos.

Nenhum país ou população está imune a esta epidemia, estreitamente relacionada com a mudança rápida dos hábitos alimentares que, em menos de 50 anos, passaram de uma alimentação tradicional mais ou menos escassa e uma vida activa para um sedentarismo crescente e uma alimentação abundante, rica em gorduras e açúcares.

Uma alimentação equilibrada está indicada para todos os que prezam a saúde. Mas se pertence a um dos grupos de risco ou se tem diabetes, uma alimentação correcta constitui um pilar fundamental na prevenção do seu aparecimento ou no seu controlo, bem como na prevenção de eventual aparecimento ou desenvolvimento das complicações agudas e crónicas.

Uma alimentação pobre em açúcar, rica em fibras e vegetais, com pouco sal, com gorduras mono insaturadas e ácidos gordos ómega 3 é tão importante para um diabético como para todos os que querem ter um estilo de vida saudável.

O cumprimento de um programa fraccionado e equilibrado contribui decisivamente para um bom equilíbrio da diabetes. Quer em pessoas que fazem tratamento oral quer nas que fazem insulina, um bom programa alimentar é essencial e, em muitos casos, torna-se mesmo suficiente para a compensar.

Fonte: Roteiro gastronómico de Portugal

Oferta da Amiga

domingo, 27 de dezembro de 2009

bacalhau cozido

BACALHAU COZIDO COM TODOS, À MODA DA AVÓ MIZITA


Ingredientes:

6 postas de bacalhau bem grosso e de ótpima qualidade
8 batatas de tamanho médio
4 cenouras
1 molho de grelos
1 molho de nabiças
4 nabos
1 de bróculos
1 couve
4 cebolas de tamanho médio
4 ovos
Opcional: 1 polvo
q.b. de azeite, alho, sal e vinagre

- Limpar as postas de bacalhau, raspando-lhe a pele muito bem.
- Preparar os legumes, raspando a cenoura, mas conservando-a inteira.
- Deitar num frasco azeite virgem, de óptima qualidade, com dentes de alho picados finos e vinagre. Há quem ponha, também, pimenta branca. Pessoalmente não uso.
- Colocar água a ferver num tacho e meter dentro as batatas, as cenouras inteiras (afim de conservar melhor o seu paladar), os legumes e os ovos.
- Quando recomeçar a ferver, meter o bacalhau, o qual deverá cozer, apenas, durante 8 minutos.
- Entretanto, tenha um tacho com água a ferver. Retire o bacalhau do tacho onde cozeu durante 8 minutos e coloque-o dentro desta água, deligando o disco completamente. Deixe-o ficar aqui até que seja servido com os restantes legumes.
- Deverá ter em atenção que os legumes não deverão cozer em demasia.
- Quando tudo estiver cozido, estará pronto a servir.
- Temperar tudo com o molho de azeite, vinagre de cidra e alhos.

Notas:
1. Fiz uma pequena alteração na forma como cozer o bacalhau, a conselho do cozinheiro dum restaurante.

2. No Porto é costume servir o bacalhau, como acima referido, com polvo cozido a acompanhar. É uma questão de gosto.

Apêndice a este texto:
Minha irmã experimentou cozer o bacalhau como lhe aconselharam, num restaurante em Espanha e, segundo me disse, foi espectacular! O bacalhau não é cozido junto com as batatas e os legumes, mas é colocado dentro dum tacho com água a ferver, o qual é desligado IMEDIATAMENTE após ter-se metido o bacalhau e ficará, APENAS, 15 MINUTOS nessa água.

Imagem da net


Aletria

ALETRIA

INGREDIENTES:


300grs de aletria
casca de 1/2 limão
80 gr. de manteiga
200 gr. de açúcar
1 litro de leite
1 pau de canela
3 gemas de ovos
canela em pó, q.b., para decoração
sal q.b.


- Separe bem os fios de aletria, podendo mesmo parti-la com as mãos.
- Coloque um tacho ao lume com o leite, a manteiga, a casca (muito fina) de limão e o sal.
- Quando começar a ferver, deite-lhe a aletria, mexendo sempre.
- O tempo de cozedura depende muito do gosto das pessoas. Eu gosto de sabê-la bem cozida e
soltinha.
- Pessoalmente não gosto de aletria dura. Prefiro-a ligeiramente húmida. Se, eventualmente, a
qualidade
de aletria que escolher, exigir mais leite, bastará acrescentar um pouco de leite, previamente
aquecido.
- Retire do lume e junte-lhe as gemas de ovos previamente batidas.
- Volte a colocar ao lume, afim de cozer as gemas de ovos durante 2 minutos.
- Retire o pau de canela e a casca de limão.
- Ponha a aletria numa travessa e enfeite com canela com desenhos alusivos ao Natal. Eu aproveito
para escrever Feliz Natal, por exemplo.

Nota: Porque em reuniões familiares há sempre a hipotese de termos alguém que não goste de aletria feita com leite, ou mesmo com gemas de ovos, sugiro façam um pratinho utilizando água em vez de leite, na preparação da aletria, com ou sem ovos. Pessoalmente é o que faço sempre.


Imagem da net

Cabrito assado


Queiram notar que, para minimizar os malefícios de pratos como este, não usei, nem a banha de porco, nem cubos de caldo de carne ou de galinha.

















CABRITO ASSADO À MODA DA AVÓ MIZITA

- Iniciem esta preparação à noite, na véspera de ser cozinhado.
- Depois de limpar o cabrito, cuidadosamente, coloque-o num alguidar e cubra-o de leite, deixando-o de molho durante 2 horas.
- Decorrido este tempo, retire-o do leite e esfregue-o bem com alhos pisados e sal grosso. Deixe descansar durante 30 minutos.
- Coloque-o em água, rodelas de limão, 2 folhas de louro, um ramo de salsa e um ramo de carqueja.

Nota: aconselha-se cortar as pontas às folhas de louro e, depois, cortá-las longitudinalmente, de modo a ser retirado o veio central.

- Deixe o cabrito de molho até ao dia seguinte, virando-o de vez em quando.
- Meia horas antes de começar a temperá-lo, ligue o forno para 250ºC.
- Retire o cabrito, do alguidar.
- Coloque num copo de varinha mágica, o azeite, a paprica, o sumo de limão e os alhos. Accione a varinha mágica até obter um molho cremoso.
- Ponha água num tacho ao lume e, quando ferver, coloque dentro batatas pequenas e redondinhas, descascadas, com um pouquinho de sal. Deixe cozer, APENAS, 2 minutos.
- Retire as batatas, coloque-as num escorredor e cubra-as com um pano.
- Coloque o vinho (eu prefiro o vinho tinto) no fundo da assadeira com 1 porção de água para 1 porção de vinho. Corte uma cebola em rodelas muito finas, salsa e mangericão cortados fininhos e coloque o cabrito em cima. À volta do cabrito, sobre o qual colocará umas pedrinhas de sal, disponha as batatinhas e, sobre estas, um pouquinho de azeite em cada uma.
- Disponha, entre os pedaços do cabrito, algumas fatias de toucinho fumado.
- Espalhe o molho cremoso que obteve previamente, por cima do cabrito, deitando uns salpicos do mesmo sobre as batatas. Baixe a temperatura do forno para 200ºC.
- Deixe assar tendo o cuidado de ir virando, de vez em quando, a carne e as batatas. Se começar a secar, junte um pouco de água a ferver, mas sempre em pequenas quantidades.
- Quando estiver bem lourinho de todos os lados, estará pronto a servir. Decore a com raminhos de salsa e mangericão, fresquinhos e rodelas de laranja.

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ARROZ DE FORNO PARA ACOMPANHAR O CABRITO

- Cubra o fundo dum tacho com a quantidade normal de azeite. Pique muito bem uma cebola grande e deixe alourar no azeite. Quando estiver a começar a alourar, coloque dentro rodelas de tomate (*), toucinho aos cubos e rodelas de chouriça em colorau (recordo-vos que estou a dar receitas pouco aconselháveis, sobretudo, a quem sofre de hipertensão, artritismo, ou tem problemas de estomago).
(*) Escalde o tomate afim de retirar-lhe a pele. Retire-lhe, igualmente, as sementes.
- Deixe ferver em lume muitíssimo lento, até formar uma calda, à qual irá juntar o arroz, os pistilos de açafrão, pimentos vermelhos, amarelos e verdes (umas tirinhas, apenas, de cada um), cenoura cortada aos bocadinhos, ervilhas e sal q.b.. Logo levante fervura, deite tudo num tacho de barro, de ir ao forno.
- Leve à parte de baixo do forno, o tacho de barro. Deixe cozer durante cerca de 15 minutos. Deverá ter criado uma capa avermelhadinha no cimo do tacho de barro, sinal de que foi conseguido o desejado objectivo: um arroz, nem seco, nem húmido em demasia.

ERVAS DE MOLHO, OU SEJA, ESPARREGADO

- Ponha a cozer grelos e nabiças, em quantidades iguais, com um pouco de sal..
- Quando estiverem cozidos, coloque-os num escorredor e cubra-os com um pano.
- Coloque num tacho um pouco de azeite e dentes de alho com a pele. Quando estes estiverem louros, retire-os e deite-os fora.
- Desfaça as nabiças e os grelos com um passe-vite (embora eu o faça com a varinha mágica).
- Coloque a papa obtida no tacho com azeite, onde foram alourados os alhos e junte-lhe uma colher de sopa de farinha, um cópinho de leite e umas gotas de vinagre de cidra. Deixe cozer uns 2 minutos.
- Depois de tudo muito bem ligado, coloque numa travessa de ir à mesa e distribua azeitonas verdes e pretas por cima, sem caroço, decorando a gosto.

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